Cemig economiza R$ 20 milhões com estudos de Dam Break

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A segurança de barragens é um dos maiores desafios do setor elétrico no Brasil. Estudos de ruptura (Dam Break), modelagem hidrológica e mapeamento de inundação são ferramentas essenciais para proteger comunidades e otimizar recursos. Foi exatamente nesse contexto que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) encontrou na Fractal Engenharia e Sistemas uma parceira estratégica para modernizar seus Planos de Ação de Emergência (PAEs).

O desafio da Cemig

Com 42 usinas hidrelétricas e pequenas centrais (UHEs e PCHs), somando 2.900 MW de potência instalada, a Cemig ainda utilizava metodologias antigas de análise de cheias e ruptura de barragens:

  • Estudos feitos com softwares menos precisos (como o FLO-2D);
  • Cartografia de baixa resolução;
  • Classificação de todas as barragens como Dano Potencial Alto, mesmo quando não havia risco real.

O resultado era a manutenção de PAEs superdimensionados, custos elevados com sistemas de alerta e exigências regulatórias desproporcionais.

A solução aplicada pela Fractal

A Cemig iniciou um projeto de P&D com levantamentos cartográficos a laser e modelos hidrológicos mais robustos. A diferença foi surpreendente: em alguns casos, a estimativa da coluna d’água variava até 12 metros em relação às metodologias anteriores.

Com essa evidência, a Cemig decidiu aplicar o estudo de Dam Break em todas as suas usinas, em parceria com a Fractal Engenharia e Sistemas e a SAI Brasil.

A Fractal realizou:

  • Levantamento cartográfico a laser (LIDAR);
  • Modelagem hidrológica e hidrodinâmica avançada;
  • Mapeamento de inundação mais preciso, refletindo cenários de cheias naturais e de rupturas.

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Principais resultados alcançados

1. Reclassificação de barragens

Das 42 usinas avaliadas, 18 foram reclassificadas para Dano Potencial Baixo, como a PCH Gafanhoto e a PCH Salto Voltão.

2. Economia financeira significativa

A Cemig reduziu custos estruturais com sirenes e sistemas de alerta, estimando uma economia de R$ 20,34 milhões em 5 anos.

3. PAEs mais eficientes e realistas

Os Planos de Ação de Emergência passaram a refletir riscos reais, evitando mobilizações desnecessárias e aumentando a confiança da população.

4. Adequação regulatória inteligente

Com a nova classificação, a periodicidade de inspeções e relatórios foi ajustada, otimizando o tempo das equipes técnicas.

5. Maior confiabilidade na gestão de riscos

Foi possível diferenciar com clareza os impactos de eventos naturais e os de uma eventual ruptura de barragem, tornando a gestão mais estratégica.

 

“A Fractal tem competência técnica e a disposição para discutir tecnicamente e chegar à melhor solução. Vestir a camisa do cliente é uma característica rara, e com a Fractal conseguimos avançar em critérios sólidos que distinguem danos de cheias naturais daqueles causados por uma ruptura.”

– Alberto Reis, Engenheiro de Planejamento Energético da Cemig

Conclusão

Este projeto da Fractal com a Cemig mostra como a tecnologia aplicada ao ciclo hídrico pode transformar a gestão de barragens no Brasil: garantindo segurança, reduzindo custos e fortalecendo a resiliência das comunidades.

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